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O sexo dos anjos

27
Nov17

Dia Internacional contra a Violência de Género

por Cila

Patria, Minerva e Maria Teresa Mirabal.jpg

Celebrou-se no dia 25 de Novembro o dia Internacional contra a violência de género. Foi neste dia, em 1960, que foram encontrados os cadáveres de três irmãs, Minerva, Patria e Maria Teresa Mirabal, assassinadas pelo regime do ditador Trujillo na Republica dominicana, pelo facto de serem mulheres e ativas militantes anti regime.

Anos mais tarde, em 1999, a ONU, em homenagem às irmãs Mirabal, declarou o dia 25 de Novembro, dia internacional para a eliminação da violência contra a mulher.

A violência de género contínua presente na nossa sociedade em forma de agressões e abusos em milhares de vítimas em todo o mundo. A cada 25 de Novembro soam as vozes da denúncia a favor da sua erradicação definitiva.

 

Violência pelo parceiro sentimental

Mais de 30% da população feminina mundial sofreu violência física ou sexual por parte de seu parceiro ou marido. Isso, exercido por parceiros sentimentais, é a forma mais frequente de violência contra as mulheres. Na verdade, estima-se que uma em cada duas mulheres assassinadas por ano, o autor é o seu parceiro ou um membro da própria família. No entanto, cerca de um terço dos países do mundo, ainda não têm leis para lidar com esse flagelo.

Violência sexual

Considera-se violência sexual, qualquer tipo de ato sexual, a tentativa de consumar um ato sexual, comentários indesejados ou insinuações. Considera-se também violência, o uso da sexualidade como coerção por outra pessoa, qualquer que seja sua relação com a vítima ou as circunstâncias em que a relação ocorre, de acordo com a definição da ONU Mulheres. A violação, tanto dentro do casamento quanto por conhecidos ou estranhos, os avanços sexuais indesejados ou assédio sexual, o abuso sexual e convivência ou casamento forçado, são também violência sexual.

Tráfico e exploração sexual

Considera-se tráfico e exploração sexual a manipulação de pessoas, através da força, fraude ou engano. Estima-se que cerca de 4,5 milhões de pessoas que realizam trabalho forçado são vítimas de exploração sexual. Destes, 98% são mulheres e meninas, de acordo com os cálculos da ONU Mulheres.

Mutilação genital feminina

Na atualidade, pelo menos 200 milhões de mulheres e meninas foram submetidas a mutilações genitais em 30 países. Em quase todos eles, a mutilação foi praticada na maioria das meninas antes de terem cinco anos de idade. A ONU considera a mutilação genital um procedimento que, intencionalmente, altera ou causa lesões nos órgãos genitais femininos por razões não médicas, uma forma de violência contra as mulheres. A mutilação genital feminina, além de provocar dor extrema e sequelas psicológicas, leva a sérios riscos para a saúde, incluindo a morte.

Casamento infantil

O casamento infantil é uma das formas de violência contra as mulheres por causa das grandes dúvidas que existem sobre a liberdade com que a criança chega à união. Na maior parte dos casos, as meninas são obrigadas a aceitar por causa de pressões familiares, sociais ou econômicas. Além disso, o casamento infantil implica, de acordo com a UNU Mulheres, que as meninas acabem com a educação na maioria dos casos. Ficam também num maior risco de violência por parte do seu parceiro.

A luta contra a violência de género deve ser de cada um e de todos nós. Esta é uma causa de futuro, de mudança, de igualdade.

 

 

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