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O sexo dos anjos

18
Jul17

Make love not scars

por Cila

make love not scars.jpg

 

Já aqui falei do crime em que a arma de ataque é o ácido e que, geralmente, é perpetrado por “animais” cujo cérebro nem o tamanho de uma ervilha tem. Também, geralmente, as pessoas atingidas são na sua grande parte mulheres e os seus atacantes homens da família que pretendem assim “lavar a sua honra”, exercendo a sua posição de “dono e senhor”.

 

Ora, neste momento, existe toda uma nova dimensão que faz extrapolar tudo aquilo que possamos admitir relativamente a este crime. Senão, vejamos, foi detido em Londres um jovem de 16 anos que cometeu 6 ataques com ácido em hora e meia. Mobil do crime, roubo. Segundo a polícia, até ao passado mês de Abril, foram cometidos em Gales e Inglaterra mais de 400 ataques com ácido, ainda que o móbil do crime vá mudando. Pode tratar-se de roubos, ataques racistas, agressões sexuais ou crimes de honra.

O ácido, como arma, é de fácil acesso, deixa marcas e sofrimento mais profundo do que uma faca. Quando os agressores são julgados, as penas aplicadas são mais leves uma vez que não é considerado uma arma.

Simon Harding, criminologista e perito na Universidade de Middlesex, assegura à BBC que o ácido se está a converter numa “arma de primeira eleição”, “lançar ácido é uma forma de demostrar domínio, poder e controle.

Já não se trata apenas de mulheres nem de crimes de honra mas sim, de qualquer um que esteja no sítio errado à hora errada, seja homem seja mulher.

A maldade humana não tem limites, já não basta agredir e matar, é preciso provocar dor e sofrimento até ao inconcebível.

Apesar de ser uma pessoa otimista e positiva, às vezes acho que este mundo já não tem conserto.  

Como ainda existe quem lute pelo bem e por este nosso mundo, a http://makelovenotscars.org/ (MLNS) é uma organização não-governamental que se dedica a proporcionar às vítimas de ataque com ácido a oportunidade de recuperar sua vida através da recuperação, reabilitação e reintegração. Se puderem visitem a página, partilhem, ajudem. Talvez ainda possamos fazer alguma coisa.

 

 

 

 

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