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O sexo dos anjos

11
Abr17

Mutilação Genital Feminina

por Cila

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Segundo o Organização Mundial de Saúde estima-se que, entre 100 e 140 milhões de mulheres e crianças, sofrem as consequências da mutilação genital feminina.

 

A mutilação genital feminina consiste na remoção total ou parcial dos órgãos genitais exteriores, feitas em condições completamente degradantes, por mulheres mais velhas, e com utensílios inconcebíveis, tais como laminas de barbear ou navalhas, que muitas vezes provocam infeções que podem levar à morte.

Esta prática é considerada como uma violação dos direitos humanos e uma extrema forma de descriminação da mulher. Apesar da Organização das Nações Unidas ter votado, quase unanimemente, a sua criminalização, continua a ser prática corrente nos dias de hoje, violando os direitos da pessoa aos cuidados de saúde e higiene, integridade física e emocional, o direito a não ser cruelmente torturada e ainda o direito à vida quando dela resulta a morte.

Em Portugal, contrariamente ao que muitos pensam, também existe esta prática, principalmente na comunidade imigrante da Guiné Bissau, estimando-se que mais de 6000 mulheres/crianças tenham sido a ela sujeitas. Nestas comunidades, as meninas que não sejam mutiladas são consideradas impuras sendo, portanto, rejeitadas para casar e construir uma família.

Na realidade, a mutilação genital feminina serve apenas para satisfazer e aumentar o prazer sexual do homem e, ainda, reduzir as mulheres à condição de escravas do seu “senhor”.

Como é que, em pleno século XXI, ainda existe tal atrocidade?

 

 

 

 

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