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O sexo dos anjos

17
Ago17

Portugal continua a arder. Porquê?

por Cila

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Foto de Tiago Aryan

 

Infelizmente o nosso país continua a arder. O mês de Agosto deste ano tem sido demasiado castigador para quem diariamente continua a lutar por aquilo que é seu é também pelo que é dos outros.

 

Deveria ser um mês de tranquilidade e alegria para as aldeias que recebem os seus entes queridos, vindos de todas as partes do mundo, aproveitando para festejar nas suas festas e romarias, ou não fosse este o tão desejado “querido mês de Agosto”.

Toda a zona centro, particularmente Coimbra, tem sido fustigada e, todos os dias, aparece aqui e acolá mais um foco de incêndio. Têm sido às dezenas, uns atrás de outros.

A explicação para tantos focos de incendio, a meu ver, só pode ser uma, FOGO POSTO. Agora, e entender o porquê de fogo posto? Não consigo.

Não pode ser por, como diziam antigamente, os madeireiros poderem comprar a madeira mais barata. Nenhum madeireiro, e eu falo com conhecimento próprio, quer comprar madeira queimada, que pouca ou nenhuma utilidade tem.

Também não quero acreditar que haja alguém que queira ganhar dinheiro pondo ao serviço do país os meios de combate a incêndios, nomeadamente aviões, helicópteros ou outros bens necessários ao combate como carros, fardas, ferramentas etc.. Quero acreditar…mas….

Resta-me a hipótese de haver pessoas com distúrbios mentais tão graves que sintam prazer em ver o seu país a arder e as suas populações, ou a morrer, ou a ficarem completamente perdidos, sem saber o que fazer para recomeçarem as suas vidas do zero. Será que neste país existem assim tantas pessoas a precisar de tratamento psiquiátrico? É que a maior parte dos hospitais psiquiátricos foi encerrada e, se assim for, não existem meios para tratar os milhares de acéfalos que por aí andam a brincar com a vida dos portugueses.

O que é que cada um de nós pode fazer para ajudar a evitar a deflagração de um incendio?

Se somos fumadores, nunca, mas mesmo nunca, deitar a beata pela janela do carro.

 Se gostamos de fazer uns piqueniques, levemos tudo preparado de casa e não façamos churrascos que, por muito agradáveis de sejam, são também extremamente perigosos.

Se tivermos algum resíduo no quintal ou jardim a precisar de ser queimado, esperemos pelo inverno, nada se perde.

E, se achamos que conhecemos alguém que pode mostrar algum sinal de que pode ser um potencial incendiário, (já me aconteceu), demos conhecimento às autoridades. Mesmo que seja alguém próximo.

Portugal, o nosso país, precisa de todos nós.

 

 

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