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O sexo dos anjos

21
Nov17

Comissão Europeia anuncia plano para acabar com a disparidade salarial entre homens e mulheres

por Cila

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No passado dia 2 de Junho falei aqui http://osexodosanjos.blogs.sapo.pt/trabalhadoras-portuguesas-tem-mais-6316 da questão da desigualdade na retribuição salarial entre homens e mulheres,  no acesso a lugares mais destacados nas empresas e na progressão das carreiras. Este é um assunto que me toca profundamente desde o início da minha vida profissional uma vez que sempre me considerei descriminada em favor de colegas do sexo masculino, embora desempenhasse tão bem ou melhor as mesmas funções.

 

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08
Nov17

O dia em que as mulheres da Islândia entraram em greve

por Cila

 

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No dia 24 de Outubro de 1975, decorria o ano pós revolução dos cravos em Portugal, as mulheres da Islândia resolveram entrar em greve para reivindicar a sua emancipação. Naquele dia elas recusaram-se a trabalhar, a cozinhar e a tratar das crianças por um dia. Foi o momento que mudou definitivamente a forma como as mulheres eram vistas e que ajudou a colocar a Islândia na vanguarda da luta pela igualdade.No ano seguinte o parlamento aprovou uma lei garantindo igualdade salarial.

Em Novembro de 1980 Vigdis Finnbogadottir, mãe solteira, divorciada, foi eleita presidente da Islândia, tornando-se a primeira mulher a ser presidente na Europa e a primeira mulher a ser democraticamente eleita como chefe de estado. Ocupou o lugar por 16 anos e a Islândia passou a ser conhecida como “o país mais feminista do mundo”.

 Vigdis Finnbogadottir sempre disse que nunca teria sido presidente se o tão famoso dia 24 de Outubro de 1975, dia em que 90% das mulheres do país decidiram demonstrar a sua importância fazendo greve, não tivesse acontecido. “ O que aconteceu naquele dia foi o primeiro passo para a emancipação das mulheres na Islândia, paralisou completamente o país e abriu os olhos de muitos homens. Bancos, fabricas e lojas tiveram que fechar, tal como escolas e creches, obrigando os pais a levar os filhos para o trabalho”. Foi uma longa sexta-feira.

Mulheres na história, para não esquecer...

03
Nov17

217 anos a apanhar as meias do chão

por Cila

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Hoje o texto não é meu. Permito-me partilhar aqui um texto fabuloso de Paula Cordeiro que espelha a realidade da grande percentagem de mães e mulheres deste país.

Não defendo a ideia de que homens e mulheres têm de ser iguais, porque não são, mas defendo a ideia de que uma relação se baseia numa partilha não apenas da intimidade mas de tudo o que esta representa, inclusivamente apanhar as meias do chão. Partilhar não é 'dar uma ajuda' ou 'apoiar'. Partilhar é assumir e fazer.

 

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02
Nov17

Movimento "He for She"

por Cila

 

O movimento, criado pela actriz Emma Watson e apoiado pelas Nações Unidas, tem como objetivo acabar com a desigualdade de género.

O mundo está num momento de mudanças. Em todos os lugares, as pessoas entendem e apoiam a ideia da igualdade de género. Eles sabem que não é apenas uma questão das mulheres mas sim um assunto de direitos humanos. E quando essas vozes poderosas forem ouvidas, elas irão mudar o mundo. A hora da mudança é agora. O Movimento http://www.heforshe.org/pt convida pessoas do mundo inteiro para, juntas, criarem uma força visível e corajosa pela igualdade de género.

 

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30
Out17

All is not lost

por Cila

All is not lost (Nem tudo está perdido) é uma campanha da Policia de Leicestershire, no Reino Unido, destinada a ajudar as vítimas de violação a apresentar queixa na polícia de modo a garantir justiça para tão horrível crime e para punir severamente o agressor.

Através de uma séria de filmes, realizados por atores profissionais, a campanha pretende apoiar as vitimas incentivando a rápida divulgação dos delitos, preservando as evidencias e desafiando o preconceito e os equívocos. É também uma campanha sobre mudança na mentalidade necessária para desafiar equívocos e olhar para além daquilo que pensamos saber.

Embora ficcional, trata-se de um cenário muito familiar. Começa com uma violação que vai levar o espectador a uma situação de desconforto com o objetivo de levantar questões importantes para todos e desencadear o debate.

Sem dúvida, uma ação que se podia copiar e aplicar por cá. Porque, “Nem tudo está perdido”.

 

27
Out17

28 milhões de raparigas em África sem acesso à educação

por Cila

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Texto escrito por Rita Silva Avelar para a Maxima

 

Cerca de 67% das raparigas na África Ocidental e Central desistem da escola porque passaram por situações violentas ou de assédio sexual.

Um novo relatório da associação Save The Children e do The Regional Coordination Group para o programa SDG4-Education 2030 revela que 28 milhões de raparigas na África Ocidental e Central não têm acesso à educação. Os números mostram que estas zonas do continente africano estão entre as que precisam de mais ajuda para garantir aquilo a que todas as crianças deviam ter direito: conhecimento.

 

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25
Out17

Bruxelas enfrenta acusações de assédio sexual

por Cila

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Segundo o Politico.eu, portal de informação política especializado na Europa, Bruxelas enfrenta os seus próprios demónios de assédio sexual.

À medida que os deputados se preparam para debater a violência sexual e o assédio, as suas próprias políticas e procedimentos do Parlamento Europeu para lidar com alegações graves estão a ser examinados.

 O debate desta quarta-feira em Estrasburgo ocorre em plena discussão generalizada sobre o assédio sexual na sequência de alegações contra o produtor de Hollywood, Harvey Weinstein.

 Vítimas de alegadas violências sexuais, incluindo violações por funcionários do Parlamento e legisladores, dizem que enfrentam muitas dificuldades para que suas queixas sejam ouvidas e não confiam no sistema que as deveria proteger. 

O Parlamento Europeu é acusado de manter uma "cultura do silêncio" em que os problemas são deliberadamente mantidos dentro de casa.

 Em comunicado à imprensa nesta segunda-feira, o presidente do Parlamento, Antonio Tajani, disse que a assembleia possui procedimentos bem estabelecidos para enfrentar o assédio, incluindo um comité consultivo que "não recebeu queixas formais sobre assédio sexual".

 No entanto, quatro mulheres, que se identificaram como funcionárias parlamentares, disseram ao POLITICO.eu que apresentaram queixas ao Parlamento, incluindo dois supostos casos de violação por colegas. 

Mais de 30 queixas de violação e assédio ligados ao Parlamento Europeu foram feitas na semana passada, tanto de mulheres como de homens, através de um formulário confidencial publicado no boletim informativo da Politico's Brussels Playboock newsletter.

É hora de quebrar o silêncio, é hora de perder a vergonha, é hora de apoiar as vítimas de assédio sexual a falar.

 

14
Set17

Mulheres na história – Margaret Ann Bulkley

por Cila

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50 anos antes de que as mulheres fossem autorizadas a entrar na escola de medicina, Margaret Ann Bulkley, vestida com roupas de homem, utilizando o nome de James Barry, conseguiu concluir  o curso de medicina na Universidade de Medicina de Edimburgo.

Iniciou a sua carreira como cirurgiã(o) nas forças armadas inglesas onde desempenhou importantes funções em vários locais do império britânico.  

Margaret Ann Bulkley escolheu viver como um homem na vida pública e privada, pelo menos em parte, para ser aceite como estudante universitária e seguir uma carreira na medicina.

A verdade apenas foi conhecida após a sua morte no dia 25 de Julho de 1865. Margaret tornou-se assim a primeira mulher inglesa a ser medicamente qualificada.

Vale a pena dar a conhecer uma mulher muito à frente do seu tempo, exemplo da luta por um lugar no mundo.

 

 

12
Set17

Os rostos da violência

por Cila

 

Imagens terríveis, registadas pela fotógrafa alemã Ann-Christine Woehrl, mostram sobreviventes de ataques com ácido.

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Sokneang, 33 anos, atacada por outra mulher motivada pelos ciúmes.

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Makima, atacada por ter recusado uma proposta de casamento.

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Chantheoun, atacada por outra mulher rival.

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Sidra, 15 anos, atacada por homem que a tentou violar.

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Flávia, atacada em 2009 quando frequentava o 2º ano da universidade, nunca soube quem foi o agressor.

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Farida, 40 anos, atacada pelo marido quando ameaçou deixá-lo devido ao seu vício pelas drogas e jogo.

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Christina, 16 anos, atacada pela ex-namorada do companheiro.

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Nusrat, 32 anos, atacada pelo cunhado em 2009.

Estes são apenas alguns, muito poucos, dos rostos de quem sofre ataques com acído. Apenas para dar imagem a esta atrocidade. Sofrimento para toda a vida, sem qualquer possibilidade de voltar a ser o que era antes. Até quando?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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