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O sexo dos anjos

08
Nov17

O dia em que as mulheres da Islândia entraram em greve

por Cila

 

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No dia 24 de Outubro de 1975, decorria o ano pós revolução dos cravos em Portugal, as mulheres da Islândia resolveram entrar em greve para reivindicar a sua emancipação. Naquele dia elas recusaram-se a trabalhar, a cozinhar e a tratar das crianças por um dia. Foi o momento que mudou definitivamente a forma como as mulheres eram vistas e que ajudou a colocar a Islândia na vanguarda da luta pela igualdade.No ano seguinte o parlamento aprovou uma lei garantindo igualdade salarial.

Em Novembro de 1980 Vigdis Finnbogadottir, mãe solteira, divorciada, foi eleita presidente da Islândia, tornando-se a primeira mulher a ser presidente na Europa e a primeira mulher a ser democraticamente eleita como chefe de estado. Ocupou o lugar por 16 anos e a Islândia passou a ser conhecida como “o país mais feminista do mundo”.

 Vigdis Finnbogadottir sempre disse que nunca teria sido presidente se o tão famoso dia 24 de Outubro de 1975, dia em que 90% das mulheres do país decidiram demonstrar a sua importância fazendo greve, não tivesse acontecido. “ O que aconteceu naquele dia foi o primeiro passo para a emancipação das mulheres na Islândia, paralisou completamente o país e abriu os olhos de muitos homens. Bancos, fabricas e lojas tiveram que fechar, tal como escolas e creches, obrigando os pais a levar os filhos para o trabalho”. Foi uma longa sexta-feira.

Mulheres na história, para não esquecer...

23
Out17

Jacinda Ardern, a primeira-ministra mais jovem da Nova Zelândia

por Cila

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Carismática moderna e liberal, Jacinda Ardern será a primeira-ministra mais jovem da história da Nova Zelândia depois de aceitar uma aliança governamental com o partido os verdes e com os nacionalistas da Nova Zelândia. Terminará assim uma década do poder conservador do Partido Nacional.

 

Nascida a 26 de julho de 1980, em Hamilton, na Ilha do Norte, Ardern foi criada nas cidades de Morrinsville e Murupara, cidades essas onde 16% das crianças vivem em casas para desempregados e 11% dos menores de 15 anos sofrem de carências alimentares.

 Dos seus anos em Murupara, a próxima primeira-ministra da Nova Zelândia lembra que viu "o impacto da falta de trabalho e esperança e o que acontece quando não se investe nas crianças". 

Ardern, que vive com o marido em Auckland e não tem filhos, juntou-se ao Partido Trabalhista aos 17 anos. Quando apresentou sua candidatura, um jornalista perguntou-lhe se ela pensava ter filhos, o que gerou uma grande controvérsia por causa do sexismo intrínseco da questão. "A decisão de ter filhos diz respeito às mulheres e não deve predeterminar suas oportunidades de emprego", respondeu.

 A sua vitória marca o surgimento de novos líderes, jovens e empreendedores, tais como, Justin Trudeau no Canadá, Emmanuel Macron em França, ou mesmo com Barack Obama nos EU. Estamos a marcar pontos!  

 

18
Out17

Mulheres na história - Dorothy Vaughan, Katherine Johnson e Mary Jackson

por Cila

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Actrizes Janelle Monáe, Taraji P. Henson e Octavia Spencer

 

Em pleno programa espacial, a NASA via-se pressionada para colocar um homem no espaço, já que a Rússia lhes estava um passo à frente. A NASA debatia-se com um enorme problema, encontrar matemáticos que lhes permitisse trazer de volta, em segurança, os seus pilotos espaciais.

A solução foi encontrada, inesperadamente, em três mulheres cientistas de raça negra ao seu serviço de nome, Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson. Numa época em que, sendo mulher, era extremamente difícil trabalhar na NASA, muito menos sendo mulher negra, elas lutaram e trabalharam arduamente pelo reconhecimento das suas capacidades, enfrentaram preconceitos, até que foram, finalmente, integradas na equipa.

Sem o seu trabalho a NASA não teria conseguido atingir o objetivo de colocar um homem na lua.

A história destas mulheres deu origem ao filme Hidden Figures de 2016, tendo sido nomeado para os Óscares em várias categorias.

Este é um dos muitos exemplos de mulheres que tudo enfrentaram para conquistar o seu lugar na Historia. Vale muito a pena ver o filme e conhecer a sua luta.

14
Set17

Mulheres na história – Margaret Ann Bulkley

por Cila

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50 anos antes de que as mulheres fossem autorizadas a entrar na escola de medicina, Margaret Ann Bulkley, vestida com roupas de homem, utilizando o nome de James Barry, conseguiu concluir  o curso de medicina na Universidade de Medicina de Edimburgo.

Iniciou a sua carreira como cirurgiã(o) nas forças armadas inglesas onde desempenhou importantes funções em vários locais do império britânico.  

Margaret Ann Bulkley escolheu viver como um homem na vida pública e privada, pelo menos em parte, para ser aceite como estudante universitária e seguir uma carreira na medicina.

A verdade apenas foi conhecida após a sua morte no dia 25 de Julho de 1865. Margaret tornou-se assim a primeira mulher inglesa a ser medicamente qualificada.

Vale a pena dar a conhecer uma mulher muito à frente do seu tempo, exemplo da luta por um lugar no mundo.

 

 

30
Ago17

Mulheres na história, Elizabeth Cochran

por Cila

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Nasceu nos EU em 1864 e cedo se viu forçada a trabalhar para ajudar a mãe a criar 14 irmãos depois do pai morrer.

Segundo um artigo no jornal, nesta época as mulheres eram consideradas apenas seres reprodutores e criadas ao serviço dos seus maridos. Elizabeth, revoltada, escreveu uma carta ao jornal e, tão bem o fez, que recebeu uma proposta de trabalho, onde aproveitou para mostrar a todos, ao jornal e ao mundo, para que “serviam” as mulheres.

 

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25
Ago17

Porque há estátuas de mulheres nos autocarros que circulam na Coreia do Sul?

por Cila

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AFP PHOTO / JUNG Yeon-Je

Há já algumas semanas que nos autocarros sul-coreanos viajam umas passageiras muito especiais. Não fazem barulho, não falam, e vestem-se com o traje tradicional feminino da Coreia, o hanbok.

Trata-se de estátuas de mulher e pretende-se, desta forma, honrar a memória de todas aquelas que foram sequestradas e obrigadas a ser escravas sexuais dos soldados japoneses durante a segunda guerra mundial.

 

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