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O sexo dos anjos

29
Mai18

JUSTIÇA E IMPUNIDADE-Relatório da ONU

por Cila

Justica e impunidade.jpg

Publicado hoje, o novo relatório da ONU sobre a violência contra as mulheres no Afeganistão constata que as vítimas são, muitas vezes, pressionadas a aceitar a mediação, em vez de o suposto autor ser levado a julgamento. “Usar a mediação para tais ofensas é, em seu cerne, uma violação dos direitos humanos por parte do Estado, que tem a obrigação de assegurar a prevenção eficaz de tais crimes, a proteção das mulheres, e fornecer uma resposta efetiva onde tal violência ocorre. O amplo uso da mediação quando uma mulher ou menina foi espancada, mutilada ou assassinada, ou quando ela foi vítima desse conceito horrível de 'assassinato por honra', normaliza essa violência e torna muito mais provável que ela ocorra novamente. Também corrói a confiança das mulheres - e do público em geral - no sistema legal”, disse o Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein.

RELATÓRIO da ONU - GENEBRA 29 de maio de 2018:

 

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23
Mai18

Em Coimbra, 94% das estudantes já foram alvo de assédio sexual

por Cila

Queima das fitas.io

 

Hoje partilho convosco, integralmente, um artigo do correio da manhã. Porquê?

Porque vivo em Coimbra, porque amo Coimbra, porque tenho filhas universitárias, porque conheço esta realidade.

Como é possível que, em 2018, em pleno seculo XXI, ainda estejamos nós, mulheres, sujeitas a este tipo de realidade? Uma realidade crua, dura e demasiado violenta.

Meninas que, na maior parte dos casos, vêm de pequenas localidades, completamente alheias ao que vão encontrar, sem indicações sobre como se protegerem. Podem dizer que, na atualidade, já conhecem todos os perigos mas, a realidade é demasiado brutal e muito mais violenta do que podem pensar.

Um estudo realizado pela UMAR Coimbra sobre a violência sexual em contexto académico revela que 94,1% das mulheres inquiridas já foram alvo de assédio sexual, 21,7% de coerção sexual e 12,3% reportaram já terem sido violadas.

Cerca de um terço das mulheres que responderam ao inquérito da UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta referiram que já foram vítimas de 'stalking' (perseguição) e cerca de metade já tiveram contacto sexual não consentido, revela a nota de imprensa da organização enviada à agência Lusa.

 

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16
Mar18

Marielle Franco

por Cila

Marielle Franco.png

 

Marielle Franco, vereadora pelo Rio de Janeiro, negra, feminista, quinta mais votada para o cargo, foi executada.

 Existem fortes indícios de que foi assassinada devido à sua luta contra as ações da PM contra os jovens negros da favela.

Marielle Franco, eleita pelo partido PSOL, tinha acabado de participar num evento chamado "Jovens Negras Movendo as Estruturas", uma das  muitas campanhas em que estava envolvida na luta contra a violência, o racismo e a discriminação. Horas antes do crime, Marielle tinha publicado um post no Twitter sobre mais um caso de violência policial em que perguntava: "Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?" A morte de Marielle está a causar uma onda de consternação no Brasil, com políticos, artistas e figuras da sociedade a lamentarem o seu desaparecimento.

Marielle Franco tinha muito pelo que lutar. Acreditava que podia mudar o sistema, mas tornou-se apenas uma estatística. Não vai haver comoção mundial pela sua morte. Provavelmente nem encontrarão os culpados.

Não deixem que isso aconteça, não deixem que se torne apenas estatística. Saibam dessa morte. Divulguem.

 

27
Nov17

Dia Internacional contra a Violência de Género

por Cila

Patria, Minerva e Maria Teresa Mirabal.jpg

Celebrou-se no dia 25 de Novembro o dia Internacional contra a violência de género. Foi neste dia, em 1960, que foram encontrados os cadáveres de três irmãs, Minerva, Patria e Maria Teresa Mirabal, assassinadas pelo regime do ditador Trujillo na Republica dominicana, pelo facto de serem mulheres e ativas militantes anti regime.

Anos mais tarde, em 1999, a ONU, em homenagem às irmãs Mirabal, declarou o dia 25 de Novembro, dia internacional para a eliminação da violência contra a mulher.

A violência de género contínua presente na nossa sociedade em forma de agressões e abusos em milhares de vítimas em todo o mundo. A cada 25 de Novembro soam as vozes da denúncia a favor da sua erradicação definitiva.

 

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08
Nov17

O dia em que as mulheres da Islândia entraram em greve

por Cila

 

Icelands women went on srike1.jpg

No dia 24 de Outubro de 1975, decorria o ano pós revolução dos cravos em Portugal, as mulheres da Islândia resolveram entrar em greve para reivindicar a sua emancipação. Naquele dia elas recusaram-se a trabalhar, a cozinhar e a tratar das crianças por um dia. Foi o momento que mudou definitivamente a forma como as mulheres eram vistas e que ajudou a colocar a Islândia na vanguarda da luta pela igualdade.No ano seguinte o parlamento aprovou uma lei garantindo igualdade salarial.

Em Novembro de 1980 Vigdis Finnbogadottir, mãe solteira, divorciada, foi eleita presidente da Islândia, tornando-se a primeira mulher a ser presidente na Europa e a primeira mulher a ser democraticamente eleita como chefe de estado. Ocupou o lugar por 16 anos e a Islândia passou a ser conhecida como “o país mais feminista do mundo”.

 Vigdis Finnbogadottir sempre disse que nunca teria sido presidente se o tão famoso dia 24 de Outubro de 1975, dia em que 90% das mulheres do país decidiram demonstrar a sua importância fazendo greve, não tivesse acontecido. “ O que aconteceu naquele dia foi o primeiro passo para a emancipação das mulheres na Islândia, paralisou completamente o país e abriu os olhos de muitos homens. Bancos, fabricas e lojas tiveram que fechar, tal como escolas e creches, obrigando os pais a levar os filhos para o trabalho”. Foi uma longa sexta-feira.

Mulheres na história, para não esquecer...

23
Out17

Jacinda Ardern, a primeira-ministra mais jovem da Nova Zelândia

por Cila

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Carismática moderna e liberal, Jacinda Ardern será a primeira-ministra mais jovem da história da Nova Zelândia depois de aceitar uma aliança governamental com o partido os verdes e com os nacionalistas da Nova Zelândia. Terminará assim uma década do poder conservador do Partido Nacional.

 

Nascida a 26 de julho de 1980, em Hamilton, na Ilha do Norte, Ardern foi criada nas cidades de Morrinsville e Murupara, cidades essas onde 16% das crianças vivem em casas para desempregados e 11% dos menores de 15 anos sofrem de carências alimentares.

 Dos seus anos em Murupara, a próxima primeira-ministra da Nova Zelândia lembra que viu "o impacto da falta de trabalho e esperança e o que acontece quando não se investe nas crianças". 

Ardern, que vive com o marido em Auckland e não tem filhos, juntou-se ao Partido Trabalhista aos 17 anos. Quando apresentou sua candidatura, um jornalista perguntou-lhe se ela pensava ter filhos, o que gerou uma grande controvérsia por causa do sexismo intrínseco da questão. "A decisão de ter filhos diz respeito às mulheres e não deve predeterminar suas oportunidades de emprego", respondeu.

 A sua vitória marca o surgimento de novos líderes, jovens e empreendedores, tais como, Justin Trudeau no Canadá, Emmanuel Macron em França, ou mesmo com Barack Obama nos EU. Estamos a marcar pontos!  

 

18
Out17

Mulheres na história - Dorothy Vaughan, Katherine Johnson e Mary Jackson

por Cila

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Actrizes Janelle Monáe, Taraji P. Henson e Octavia Spencer

 

Em pleno programa espacial, a NASA via-se pressionada para colocar um homem no espaço, já que a Rússia lhes estava um passo à frente. A NASA debatia-se com um enorme problema, encontrar matemáticos que lhes permitisse trazer de volta, em segurança, os seus pilotos espaciais.

A solução foi encontrada, inesperadamente, em três mulheres cientistas de raça negra ao seu serviço de nome, Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson. Numa época em que, sendo mulher, era extremamente difícil trabalhar na NASA, muito menos sendo mulher negra, elas lutaram e trabalharam arduamente pelo reconhecimento das suas capacidades, enfrentaram preconceitos, até que foram, finalmente, integradas na equipa.

Sem o seu trabalho a NASA não teria conseguido atingir o objetivo de colocar um homem na lua.

A história destas mulheres deu origem ao filme Hidden Figures de 2016, tendo sido nomeado para os Óscares em várias categorias.

Este é um dos muitos exemplos de mulheres que tudo enfrentaram para conquistar o seu lugar na Historia. Vale muito a pena ver o filme e conhecer a sua luta.

14
Set17

Mulheres na história – Margaret Ann Bulkley

por Cila

Margaret Ann.jpg

50 anos antes de que as mulheres fossem autorizadas a entrar na escola de medicina, Margaret Ann Bulkley, vestida com roupas de homem, utilizando o nome de James Barry, conseguiu concluir  o curso de medicina na Universidade de Medicina de Edimburgo.

Iniciou a sua carreira como cirurgiã(o) nas forças armadas inglesas onde desempenhou importantes funções em vários locais do império britânico.  

Margaret Ann Bulkley escolheu viver como um homem na vida pública e privada, pelo menos em parte, para ser aceite como estudante universitária e seguir uma carreira na medicina.

A verdade apenas foi conhecida após a sua morte no dia 25 de Julho de 1865. Margaret tornou-se assim a primeira mulher inglesa a ser medicamente qualificada.

Vale a pena dar a conhecer uma mulher muito à frente do seu tempo, exemplo da luta por um lugar no mundo.

 

 

30
Ago17

Mulheres na história, Elizabeth Cochran

por Cila

Nellie Bly.jpg

Nasceu nos EU em 1864 e cedo se viu forçada a trabalhar para ajudar a mãe a criar 14 irmãos depois do pai morrer.

Segundo um artigo no jornal, nesta época as mulheres eram consideradas apenas seres reprodutores e criadas ao serviço dos seus maridos. Elizabeth, revoltada, escreveu uma carta ao jornal e, tão bem o fez, que recebeu uma proposta de trabalho, onde aproveitou para mostrar a todos, ao jornal e ao mundo, para que “serviam” as mulheres.

 

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25
Ago17

Porque há estátuas de mulheres nos autocarros que circulam na Coreia do Sul?

por Cila

Estátuas mulheres.jpg

AFP PHOTO / JUNG Yeon-Je

Há já algumas semanas que nos autocarros sul-coreanos viajam umas passageiras muito especiais. Não fazem barulho, não falam, e vestem-se com o traje tradicional feminino da Coreia, o hanbok.

Trata-se de estátuas de mulher e pretende-se, desta forma, honrar a memória de todas aquelas que foram sequestradas e obrigadas a ser escravas sexuais dos soldados japoneses durante a segunda guerra mundial.

 

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